O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, citou passagens bíblicas nesta quinta-feira (16) durante uma coletiva no Pentágono, ao criticar a cobertura da imprensa sobre a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. Ele comparou repórteres aos fariseus que, na visão dele, tentavam destruir Jesus.
Segundo Hegseth, a imprensa teria tendência a negatividade, o que, na leitura dele, seria similar ao comportamento descrito em textos religiosos. Ele afirmou que nem todos os jornalistas estariam nesse grupo, mas direcionou as críticas aos veículos que, na prática, segundo ele, odeiam o ex-presidente Donald Trump.
A fala ocorreu em meio ao acirramento entre Trump e o Papa Leão, com o líder católico criticando o uso político da religião. O episódio também coincidiu com recentes publicações de Trump nas redes sociais, que associaram Jesus a conquistas políticas, em meio a tensões com o Vaticano.
Reações e desdobramentos
Hegseth também destacou a repercussão da guerra no Irã e mencionou um episódio envolvendo o resgate de um piloto americano, considerado por ele como um milagre. A declaração aparece em meio a debates sobre o tom religioso utilizado por autoridades de defesa em tempos de conflito.
Especialistas consultados lembram que o uso de linguagem religiosa em contextos de política externa não é novo, mas ressaltam a necessidade de diferenciar críticas a coberturas jornalísticas de acusações a indivíduos. A posição de Hegseth é vista como alinhada a uma leitura crítica da imprensa em relação à gestão Trump.
Contexto e números
Washington tem enfatizado ações militares e diplomáticas para reduzir a influência iraniana na região. Dados oficiais indicam aumentos de operações e de verbas destinadas a apoio a aliados, além de relatos sobre danos e baixas no conflito. O tema segue gerando reação de líderes religiosos e de analistas políticos, que pedem foco em fatos verificáveis.
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