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Ex-BRB Vorcaro e Costa participam de concurso de quem faz mais delação

Vorcaro e Costa disputam quem delata mais, enquanto BRB enfrenta rombo e governo busca ajuda federal para cobrir perdas

Paulo Henrique Costa, enquanto era presidente do BRB, em evento de tecnologia no Rio de Janeiro
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O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o empresário Daniel Vorcaro aparecem em investigações que apontam pagamento de propina envolvendo o banco estadual do Distrito Federal. A PF investiga o que chamou de esquema com dezenas de milhões, ligados a operações do Master.

Costa, segundo a Polícia Federal, participou de negociações de propina com Vorcaro para facilitar a compra de carteiras do Master. Parte das mensagens de celular entre aliados indicam a troca de favores financeiros vinculados a imóveis e operações no banco.

Vorcaro, identificado como chefe da rede que adminstrava o Master, negocia valores em imóveis como forma de pagamento de propina. A PF aponta que parte do dinheiro teria sido movimentada por meio de fundos de investimento.

O governo do DF, por meio da governadora Celina Leão, tem sido questionado sobre como cobrir o suposto rombo. A gestão alega conversas com gestoras de fundos para buscar recursos, sem confirmar se houve intervenção federal.

Quando ocorreu, onde acontece e por que: as apurações situam os fatos entre 2023 e 2025, com operações centralizadas no BRB e em redes associadas, em Brasília e no Rio de Janeiro, segundo a PF.

Avanços da investigação e próximos passos

Segundo a PF, Costa pode ter recebido valores por serviços de aprovação de operações e ocultação de déficits, ligados a empréstimos e instrumentos financeiros. A apuração envolve dezenas de milhões de reais.

Além de Costa, outros nomes ligados ao banco aparecem em documentos oficiais, com indícios de participação em um esquema de pirataria financeira e ocultação de calotes. A investigação segue para apurações de congruência entre transações e chegadas.

Contexto financeiro do BRB e reação pública

O BRB não publicou balanços detalhados sobre o rombo, o que impede estimativas oficiais do tamanho da perda. O BC e autoridades financeiras acompanham as apurações, com expectativa de transparência na divulgação de resultados.

A governadora Celina Leão afirma buscar apoio do governo federal para cobrir eventuais déficits, enquanto o governo Lula reiterou posição contrária a intervenções para socorrer bancos federais, em declarações públicas.

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