Zhou Xianwang, ex-prefeito de Wuhan, foi indiciado por suborno após investigação concluída pela Comissão Nacional de Supervisão, anunciada pela Procuradoria Popular Suprema. Promotores em Shangqiu, Henan, apresentaram formalmente as acusações ao tribunal intermediário local.
O caso abrange uma carreira de 22 anos em cargos públicos, incluindo governador da prefeitura de Enshi, secretário de comércio de Hubei, secretário do partido em Huangshi, vice-governador de Hubei e prefeito de Wuhan entre 2018 e 2021. A acusação sustenta que ele garantiu benefícios ilícitos a terceiros mediante subornos.
Acusações e contexto
Subornos acima de 3 milhões de yuans são considerados particularmente exorbitantes, com penas que vão de 10 anos de prisão à morte, e podem envolver confisco de bens. Zhou, hoje com 63 anos, tornou-se figura notória pela gestão do início da pandemia em Wuhan, incluindo um grande banquete de Ano Novo Lunar em janeiro de 2020.
Em entrevista à CCTV no início de 2020, ele reconheceu falhas na divulgação de informações sobre o vírus, citando limitações legais para divulgar dados sem autorização. Também mencionou decisões difíceis com Ma Guoqiang para conter o surto.
Zhou foi afastado da vida pública ao retornar à vice-presidência do órgão consultivo provincial em 2021, aposentou-se em 2023 e foi colocado sob investigação em 2025. Em janeiro de 2026 foi expulso do Partido Comunista, sob acusação de várias transgressões e danos ao patrimônio público.
O indiciamento de Zhou o coloca como o 17º funcionário de alto escalão da administração central a enfrentar processo em 2026, no contexto de uma campanha anticorrupção mais ampla. A atualização reforça o foco estatal em casos de corrupção entre autoridades públicas de várias regiões.
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