O Ministério Público e a Polícia Federal deflagraram nesta quinta-feira a nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo STF. O alvo principal foi o ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, preso preventivamente. A ação apura possível esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos entre BRB e um banco privado, o Master, e pagamento de vantagens a agentes públicos.
A operação ocorre com dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Os endereços envolvidos ficam no Distrito Federal e no estado de São Paulo. A meta é consolidar provas de irregularidades e monitorar fluxos financeiros suspeitos. As informações são decorrentes de investigações em curso sobre o período em que Costa chefiava a instituição.
Defesa de Paulo Henrique Costa contesta a prisão. O advogado Cleber Lopes afirmou que a medida tem natureza processual, não implicando responsabilização penal direta. Costa foi afastado do cargo em novembro do ano passado, quando começaram a ganhar corpo as suspeitas ligadas às apurações.
O conjunto de crimes apurados envolve corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa. A PF busca identificar outros possíveis beneficiários do esquema, com perícia nas evidências coletadas em residências e escritórios. O desdobramento pode ampliar o foco da investigação sobre relações entre o BRB e o setor privado.
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