O governo federal aposta na votação secreta no Senado para aprovar a indicação de Jorge Messias ao STF. Messias, indicado pelo presidente Lula e alinhado ao PT, terá sabatina em menos de duas semanas para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
A avaliação interna é de que o processo já está politizado pela demora na sabatina. Governistas sinalizam ter o mínimo de votos necessários, 41, de modo a evitar vazamentos sobre o potencial placar.
A votação secreta é apontada como facilitadora para que senadores de centro e direita não se comprometam nominalmente com Messias, preservando suas bases eleitorais. A escolha é alvo de disputas entre diferentes blocos.
Contexto político
O ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, já manifestou apoio ao nome de Messias, segundo apuração de aliados. Além disso, o AGU tem buscado audiências com senadores, recebendo, em sua maioria, posições contrárias à nomeação.
A oposição já divulgou nota anunciando voto contrário no plenário. O AGU tem contado com apoio de alguns integrantes do Supremo, como o ministro Gilmar Mendes, para angariar alinhamento entre setores institucionais.
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