O governo avalia manter a sabatina de Jorge Messias no dia 28 ou adiar para o dia 29 no Senado, diante de questões sobre quórum e tempo de articulação. A decisão depende da avaliação de como cada cenário pode impactar a viabilidade de aprovação pela Casa.
A oposição intensificou a mobilização contra a indicação do atual advogado-geral da União. Pela primeira vez, o PL consolidou orientação unificada para que seus senadores votem contra Messias. Ainda assim, há quem avalie que o movimento oposicionista não capta plenamente os efeitos da escolha na dinâmica interna do STF.
A possível chegada de Messias à Corte é encarada como um fator de reconfiguração de forças. O indicado tem apoio relevante entre ministros nomeados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, como Mendonça e Nunes Marques, o que alimenta leituras de alinhamento com esse setor.
Contexto
Analistas ouvidos por interlocutores do meio jurídico sinalizam que Messias pode se aproximar de posições defendidas por Mendonça e Nunes Marques no STF, divergindo do grupo majoritário que envolve Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que a decisión final sobre a data da sabatina pode ajustar o equilíbrio interno do tribunal e influenciar o calendário de pautas, sem que haja confirmação de nova leitura sobre o tema.
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