O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse ser contrário a qualquer socorro do governo federal ao Banco de Brasília (BRB). A declaração ocorreu durante café da manhã com jornalistas, quando o tema foi levantado em relação a possíveis medidas de apoio à instituição.
Guimarães avaliou que, conforme o andamento das investigações, os responsáveis por desvios relacionados ao BRB devem ser apontados pela Polícia Federal. O banco é alvo de apurações ligadas a operações financeiras irregulares que teriam beneficiado o Banco Master, conforme informações da PF.
A apuração envolve nomes de destaque no Distrito Federal. Entre os investigados estão o governador Ibaneis Rocha (MDB) e o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso na atual fase da Operação Compliance Zero. O ministro ressaltou que a PF tem feito um trabalho relevante e que o desfecho deve esclarecer quem cometeu os ilícitos.
Janela partidária e CPI
Guimarães criticou a forma como temas políticos têm sido explorados pela oposição durante a recente janela partidária. Ele afirmou que houve uma troca de quase 20 parlamentares entre siglas, sem transparência sobre as motivações, o que chamou de evento desrespeitoso aos partidos sérios.
Eleições
Sobre as pesquisas que sinalizam crescimento da oposição, o ministro afirmou que ainda é cedo para avaliação. Disse que a campanha ainda não começou, as estratégias estão em definição e prevê que candidaturas adversárias podem sofrer desmentidos nos próximos meses.
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