Adriano Silva, primeiro prefeito eleito pelo Novo no Brasil, deixou o cargo em Joinville, maior cidade de Santa Catarina, para integrar a chapa do governador Jorginho Mello (PL) na busca pela reeleição em 2026. A desincompatibilização ocorre dentro do prazo determinado pela Justiça Eleitoral. A vice-prefeita Rejane Garbin (Novo) assume o mandato até 2028, tornando-se a primeira mulher no comando executivo do município.
Silva foi eleito em 2020 com 55,43% dos votos válidos, em primeira disputa pela sigla recém-criada. Em 2024, foi reeleito com 78,69% dos votos válidos, superando o candidato do PL, Sargento Lima. A performance foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC).
Aliança inédita no estado
A parceria entre PL e Novo em Santa Catarina é inédita. Silva aponta o momento como crucial para consolidar a união da direita e favorecer o peso político do grupo em 2026. A meta para 2030, segundo ele, é abrir espaço para uma possível cabeça de chapa estadual.
O prefeito destaca ainda que o Novo gostaria de vê-lo como candidato a governador neste ciclo, mas vê como caminho natural de crescimento a perspectiva de compor a chapa em 2026 e, no futuro, disputar o governo.
Avaliação pública em Joinville
Levantamento da Neokemp Pesquisas, contratado pelo Grupo ND, aponta aprovação de 67,3% da população de Joinville para a gestão de Silva, com 25,1% de desaprovação. Outros 7,6% não souberam opinar.
Entre os aspectos considerados, 58,2% avaliaram o desempenho como ótimo ou bom. Já 44,4% citam saúde como área de maior necessidade de melhoria, seguidos por mobilidade urbana, moradores de rua e segurança.
Limpeza urbana recebeu 69,9% de avaliação positiva, enquanto educação atingiu 65,9% de aprovação.
Cenário estadual para 2026
A primeira pesquisa de intenções de voto para o governo de Santa Catarina, divulgada pelo AtlasIntel, aponta Jorginho Mello com 49,4% a 49,9% em cenários diferentes. O ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), aparece em segundo lugar com 20% a 21%.
Em cenários de segundo turno, Mello lidera com folga contra Rodrigues, Décio Lima (PT) e Gelson Merísio (Solidariedade). A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, com 95% de confiança, e entrevistou 1.280 pessoas entre 25 e 30 de março.
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