O ex-deputado Alexandre Ramagem publicou nesta quinta-feira um vídeo nas redes sociais, pela primeira vez desde a sua libertação nos Estados Unidos. No material, ele contesta a versão oficial da Polícia Federal (PF) sobre a detenção e agradece a autoridades e veículos de imprensa que facilitaram o contato com autoridades norte-americanas.
Ramagem deixou o centro de detenção do ICE em Orlando na quarta-feira, dia 15, após ter sido detido por agentes migratórios. A PF informou que ele estava no território americano com um passaporte parlamentar, documento considerado irregular após a cassação de seu mandato. A PF descreveu a cena como resultado de cooperação entre Brasil e EUA.
Ele afirmou ter entrado legalmente no país em setembro do ano anterior, com passaporte e visto regulares, e ter solicitado asilo político para a família, o que, segundo ele, asseguraria o status de permanência regular. Ramagem sustenta que, com as informações disponíveis, não deveria ter sido submetido ao procedimento migratório nem mantido preso.
Versões sobre a libertação e avaliações
O ex-deputado sustenta que a liberação ocorreu de forma administrativa, sem necessidade de pleito judicial ou pagamento de fiança, e que não houve encaminhamento para processo judicial. Ramagem afirma ainda que a situação foi esclarecida à alta cúpula do governo dos Estados Unidos, incluindo o governo anterior de Donald Trump.
Ele agradece explicitamente ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, ao senador Hiran Gonçalves e aos jornalistas Allan dos Santos e Paulo Figueiredo, afirmando ter contado com o apoio de esses interlocutores para viabilizar o contato com autoridades norte-americanas. As declarações divergem das informações divulgadas pela PF, que atribuem a detenção a questões migratórias resolvidas por cooperação bilateral.
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