Horas após a prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, o ministro Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social, pediu a uma entrevista coletiva para esclarecer que o governo não tem relação com fraudes associadas ao chamado banco Master. A intenção é ampliar a narrativa de autonomia das instituições, destacando que a Polícia Federal atuou sem interferência.
Segundo fontes da Secom, a coletiva visa descolar o governo das suspeitas envolvendo o Master e reforçar que as investigações seguem com independência total. A PF solicitou a prisão de Costa, indicado como figura central no caso, e a ação já está em curso. Não há confirmação de participação direta do governo nas operações.
A pergunta que persiste, segundo interlocutores oficiais, é sobre a origem da crise e quem a exploraria politicamente. Há relatos de disputas de narrativas entre apoiadores da esquerda e da direita, com setores da oposição buscando vincular o episódio ao governo Lula para influenciar a campanha de reeleição.
Parte da estratégia governista tem sido lembrar que, segundo apurações, o avanço do Master ocorreu sob gestão anterior do sistema financeiro nacional, com suposto envolvimento de autoridades regulatórias. O objetivo é evitar que a crise seja apresentada como reflexo direto da atual administração.
A expectativa interna é manter o tema sob controle, destacando autonomia institucional e evitando danos à atuação das agências reguladoras. Em meio à disputa, há preocupação com o impacto do caso na percepção pública e na campanha eleitoral, especialmente no que diz respeito à narrativa de responsabilidade pelo enfrentamento da crise econômica.
Entre na conversa da comunidade