A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) enfrenta críticas de setores da esquerda após apresentar um Projeto de Lei que equipara o antissemitismo ao racismo no Brasil. A proposta provocou a retirada de apoio de aliados e acusações de censura a críticas a Israel. O objetivo é definir juridicamente o antissemitismo para orientar escolas, universidades e o Judiciário.
O texto propõe que o antissemitismo seja tratado como racismo, tornando o ato crime inafiançável e imprescritível, com pena de 2 a 5 anos de prisão e multa. A ideia é criar uma referência clara para identificar crimes de ódio e orientar políticas públicas.
Críticos afirmam que a definição é ampla e poderia conter críticas políticas ao governo de Israel. Eles argumentam que a proposta pode proteger o sionismo sob o pretexto de combater preconceito, abrindo espaço para censura e ações judiciais contra opositores de ações israelenses.
A definição citada como base envolve a IHRA, uma aliança internacional que adotou uma definição de antissemitismo usada por vários países. Especialistas contrários dizem que a IHRA inclui paralelos entre ações de Israel e o nazismo, o que pode abarcar críticas já feitas pelo presidente Lula.
Tabata Amaral sustenta que é vítima de notícias falsas e que a polêmica decorre da polarização. Ela afirma que o projeto deixa claro que críticas a Israel idênticas às feitas a outros países não configuram antissemitismo, e que a proposta visa orientar a sociedade no combate ao ódio.
No Congresso, a recepção inicial foi de apoio com 45 assinaturas, mas a proximidade com a oposição gerou resistência. Oito parlamentares retiraram o apoio, incluindo seis do PT, indicando divisão interna sobre liberdade de expressão versus proteção de grupos étnicos.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, consulte a reportagem completa da equipe.
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