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Aprovação de lei proíbe bandeiras ideológicas em prédios públicos de Portugal

Lei proíbe hasteamento de bandeiras ideológicas em prédios públicos, restringe símbolos institucionais e prevê sanções por descumprimento

Parlamento de Portugal durante sessão no começo deste mês. (Foto: MIGUEL A. LOPES/EFE/EPA)
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O Congresso de Portugal aprovou nesta sexta-feira (17) um projeto de lei que proíbe o hasteamento de bandeiras ideológicas, partidárias e de protesto em edifícios e espaços públicos. A iniciativa é de CDS-PP e foi aprovada com apoio do PSD e do Chega, enquanto PS, IL, Livre, PAN e JPP se abstiveram. PCP e BE votaram contra.

A norma restringe o uso de bandeiras aos símbolos institucionais: bandeira nacional, bandeira da União Europeia e as oficiais das Forças Armadas, das forças de segurança e das câmaras locais. Banderas de movimentos ideológicos passam a ser proibidas em prédios públicos, inclusive em escolas e repartições.

Segundo a lei, o mesmo vale para bandeiras de associações civis ou privadas, clubes esportivos, coletividades, causas circunstanciais e símbolos estrangeiros, com exceção de atos diplomáticos formalmente protocolados. A Lusa destaca que, na prática, a medida impede também a exibição da bandeira LGBT em espaços públicos não institucionais.

A regra alcança em nível federal, regional e local, sedes de regiões autônomas, institutos e empresas públicas, além de escolas públicas. Espaços privados abertos ao público, eventos culturais ou esportivos sem representação estatal não são atingidos pela norma.

O texto prevê sanções disciplinares ou administrativas para quem descumprir as novas regras. As entidades gestoras dos espaços ficarão responsáveis por assegurar o cumprimento, conforme o conteúdo aprovado.

A justificativa do CDS-PP sustenta que algumas entidades públicas hasteavam bandeiras não institucionais, o que, segundo o partido, fere a neutralidade do Estado. Os parlamentares defendem que a medida visa preservar a identidade institucional e a imparcialidade, sem restringir a liberdade de expressão de cidadãos privados.

A lei entrará em vigor 30 dias após sua publicação oficial, período em que órgãos públicos deverão remover símbolos não conformes e se adaptar à nova regra. A aprovação ocorre pouco após a aprovação, por direita, da Lei da Nacionalidade, que afeta brasileiros e outros cidadãos.

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