O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta evolução clínica satisfatória e melhora discreta no pulmão esquerdo, segundo relatório médico enviado ao STF nesta sexta-feira. A pressão arterial está sob controle, mas ele continua com fadiga e cansaço, além de desequilíbrio associado às medicações.
Bolsonaro teve prisão domiciliar humanitária concedida por 90 dias pelo ministro Alexandre de Moraes, após alta hospitalar. No último mês, foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, o que levou a internação em unidade de terapia intensiva por duas semanas.
Situação clínica e tratamento atual
O médico responsável pela equipe de saúde informou que o paciente vem respondendo de forma positiva ao tratamento. A melhora inclui reduções das queixas de dispneia e refluxo, com maior disposição para atividades diárias. Houve ajuste na posologia de medicamentos que afetam o equilíbrio, com resposta satisfatória.
Além do quadro pulmonar, o relatório fisioterapêutico assinado por Kleber Caiado de Freitas aponta episódios de soluços de até oito horas na última semana, o que dificultou a fisioterapia. O documento registra episódios de fadiga muscular acentuada e dor na região dorsal durante a sessão.
Cirurgia de ombro e acompanhamento médico
A defesa informou ao STF que há indicação para cirurgia para tratar dores no ombro direito. Um ortopedista realizou avaliação nesta semana e prescreveu analgésicos. Os atendimentos ocorrem na residência do ex-presidente desde 30 de março, mantendo o acompanhamento médico previsto no plano de recuperação.
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