O projeto de lei que reconhece a circense brasileira como manifestação da cultura e da arte popular será encaminhado para a sanção presidencial. O PL 4.740/2025, de autoria do senador Flávio Arns (PSB/PR), já passou pela Câmara e agora segue para a assinatura do presidente.
A peça foi aprovada pela Comissão de Educação do Senado antes de seguir para a Câmara. Deputados aprovaram o texto na quarta-feira e o envio para sanção está confirmado. O objetivo é formalizar o circo como parte do patrimônio cultural nacional.
Flávio Arns afirma que o circo reúne música, dança, teatro e acrobacia, contribuindo para a identidade brasileira. O projeto também enfatiza a inclusão social associada à prática circense.
Expressão cultural
O autor do projeto destaca a relevância do circo na formação cultural brasileira, considerando-o uma expressão que dialoga com diversas artes. A história da atividade remonta ao século XIX, segundo ele.
A visão é de que o circo representa vivências e resiliência do povo, indo além do entretenimento. O reconhecimento oficial busca valorizar esse legado cultural.
No debate, o relator no Senado, Paulo Paim, sustentou que a lei protege um pilar da identidade nacional. Ele citou a importância econômica do setor para milhares de profissionais.
Identidade nacional
Paulo Paim enfatizou o papel do circo como referência cultural e social. A avaliação é de que o reconhecimento fortalece políticas públicas voltadas aos trabalhadores itinerantes.
A Fundação Nacional das Artes (Funarte) estima cerca de 800 circos de lona no Brasil, que empregam aproximadamente 20 mil pessoas em todo o país. Esses números reforçam o peso econômico do setor.
Paim também mencionou obstáculos causados pela mobilidade da atividade. A dificuldade de comprovar domicílio afeta acesso a direitos como SUS e matrícula escolar dos filhos.
Desafios
Ele ressaltou que, embora a Lei nº 6.533/1978 garanta vaga escolar para dependentes, a prática depende de agilização burocrática. O reconhecimento pode abrir portas para políticas públicas mais eficazes.
A expectativa é que, com o reconhecimento, gestores públicos tenham maior sensibilidade para atender famílias itinerantes e garantir direitos básicos. O texto segue para sancionamento.
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