A cúpula militar do governo teme a possibilidade de Flávio Bolsonaro vencer Lula nas eleições de outubro, o que ampliaria a preocupação com a atuação política de militares da ativa. A pauta de restrição, que poderia impedir a participação de civis indicados em cargos ligados às Forças, ainda não teve avanço no Congresso.
Entre o governo e as forças, cresce o temor de que a demora na votação de uma PEC que veda a atuação de militares da ativa em eleições e a nomeação para cargos civis fortaleça o que tem sido chamado de loteamento político das Forças. A não votação facilita cenários de maior influência militar na política.
A situação envolve o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e as chefias militares. A janela de tempo para definir o tema antes de outubro é vista como decisiva para evitar mudanças no poder institucional, segundo relatos de assessores da Presidência.
*Contexto Legislativo e Objetivos*
A PEC em pauta visa impedir que militares da ativa participem ativamente de campanhas eleitorais e ocupem cargos civis que possam influenciar decisões políticas. Ao longo do governo, há relatos de preocupação com impactos institucionais caso o tema não avance no parlamento.
Analistas destacam que a aprovação daquela medida seria interpretada como tentativa de reduzir a influência de militares na política institucional. O tema segue sob monitoramento das lideranças políticas e das chefias das Forças, que acompanham o ritmo das votações no Congresso.
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