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Jorginho Melo critica derrubada de lei de cotas catarinense no STF

Governo de Santa Catarina critica decisão do STF que derrubou lei anti-cotas, afirmando que o projeto priorizava os pobres e não extinguia cotas

Jorginho Mello sancionou lei que proibia cotas raciais em universidades públicas de Santa Catarina. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), criticou a decisão do STF quederrubou a lei estadual que proíbe cotas raciais e de gênero. Segundo Mello, a norma sancionada durante seu governo ampliava a reserva de vagas ao concentrá-la nos “mais pobres”. A ação ocorreu na última quinta-feira, quando o STF formou maioria para declarar a inconstitucionalidade da lei catarinense.

A norma catarinense havia sido promulgada em dezembro e proibiu a reserva de vagas com base em cotas raciais ou outras ações afirmativas em universidades públicas estaduais e privadas que recebem recursos estaduais. A regra mantinha exceções para pessoas com deficiência e para estudantes de escolas públicas, com critério exclusivamente de renda.

Em postagem publicada na rede social X, Jorginho Mello afirmou que a lei derrubada não extinguia cotas, mas as melhorava ao direcioná-las aos menos favorecidos. O governador argumentou que o país não permite discutir o tema, o que, segundo ele, prejudicaria alunos de baixa renda.

Contexto e dados demográficos

O governador ressaltou dados do censo de 2022 para sustentar seu ponto de vista. Segundo o censo, 76,28% dos catarinenses se autodeclararam brancos. Mello classificou a crítica recebida por parte de opositores como um rótulo de higienista, atribuído por críticos ao governo estadual.

Repercussões e próximos passos

Apesar da decisão do STF, o governo de Santa Catarina não detalhou novas medidas para suplementação de vagas. Analistas afirmam que o tema segue em debate nacional, com diferentes estados avaliando políticas de ações afirmativas sob novas bases legais.

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