O primeiro-ministro Pedro Sánchez e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lideram reuniões da esquerda global em Barcelona, nesta sexta e sábado, para defender o multilateralismo e mobilizar movimentos de esquerda contra a extrema-direita. O encontro ocorre em meio a tensões internacionais recentes envolvendo cortes de ajuda humanitária e intervenções militares.
As reuniões, promovidas pela Espanha e por redes de esquerda, integram a chamada Mobilização Progressista Global, com foco em ações comuns em democracia, transição verde e alianças internacionais. O evento visa ampliar o diálogo entre governos e movimentos sociais de orientação progressista.
Em defesa da democracia
No sábado, está prevista uma segunda sessão, organizada pelo governo espanhol, com o tema Em defesa da democracia. O encontro, descrito como quarta etapa de uma cúpula iniciada por Lula e Sánchez em 2024, reunirá lideranças regionais, prefeitos, ativistas e representantes sindicais.
Participantes confirmados incluem o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, marcando presença internacional de peso. A organização estima cerca de 3.000 participantes ao longo de dois dias.
Contexto e objetivos
Líderes destacam a necessidade de mostrar uma alternativa aos modelos atuais frente a avanços da extrema-direita na Europa e em outras regiões. Sánchez reforçou a ideia de que alianças progressistas devem se manter ativas para influenciar decisões globais.
Entre os temas discutidos estão defesa da democracia, cooperação multilateral, transição climática e resposta a desafios ecossiais. A imprensa acompanha como as discussões poderão impactar políticas nacionais dos países participantes.
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