O ministro das Finanças alemão e vice‑canceler Lars Klingbeil defendeu, em discurso, que reformar a Alemanha é condição para uma Europa forte. O objetivo é reduzir dependências e evitar chantagens externas, especialmente após a guerra no Irã.
Segundo Klingbeil, crises globais drenam economias, segurança e bem‑estar. Ele citou impactos nas cadeias de suprimento, preço de energia e dependência de combustíveis fósseis, agravando riscos à segurança nacional e ao emprego.
O político argumentou que fortalecer alianças e capacidades econômicas e militares amplia o espaço de atuação da Europa. Disse que uma frente europeia ajuda a preservar soberania e que a Alemanha quer manter a relação com o Reino Unido como aliada.
A proposta central é um projeto de soberania comum, não nacionalista. A ideia é que a Europa seja capaz de proteger seus cidadãos contra ameaças internas e externas, com ações coordenadas entre estados‑membros.
Entre as medidas, Klingbeil citou um fundo de investimento de 500 bilhões de euros para modernizar infraestrutura e bens públicos, além da reforma do freio de dívida para ampliar defesa e participação na OTAN.
O governo alemão trabalha ainda para aprofundar o mercado único de capitais e reduzir barreiras ao mercado de trabalho. A meta é ampliar a participação de trabalhadores com menos horas e facilitar conciliações familiares.
Klingbeil destacou investimentos em educação infantil, creches e escolas de tempo integral, buscando reduzir custos para famílias. Também mencionou ações para reduzir custos de energia, transporte e aluguel.
O discurso reforçou o compromisso com a transição energética, com mais vento, solar, armazenamento de energia e redes modernas. Sugeriu resistência a propostas de retorno nuclear e a atrasos na descarbonização.
Na visão europeia, as parcerias comerciais como com Austrália, Mercosul e Índia fortalecem a posição do bloco. Foi enfatizado que regras de conteúdo local devem ser usadas para enfrentar concorrência desleal.
A agenda inclui proteção adicional a investimentos estrangeiros, vinculando operações a valor econômico e tecnológico na UE. Representantes públicos e privados devem liderar, com foco em comunidades locais e empregados.
A apresentação encerrou apontando que reformas internas e alianças externas caminham juntas. O objetivo é 2026 como ano de reformas, com a Alemanha reformada fortalecendo a Europa.
A defesa da soberania não envolve construção de muros, segundo Klingbeil, mas manter políticas que preservem liberdade e segurança. O discurso sinaliza uma visão de longo prazo para equilíbrio europeu.
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