O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, não renunciará diante do escândalo envolvendo a nomeação de Peter Mandelson para embaixador britânico em Washington. A decisão ocorreu mesmo após perceber que Mandelson não havia passado nas verificações de segurança.
Segundo apuração, Starmer não foi informado de que o Ministério das Relações Exteriores havia ignorado a recomendação dos oficiais de segurança no início de 2025. Mandelson era visto por muitos como uma escolha arriscada, em razão de sua amizade anterior com o condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein. Olly Robbins, alto funcionário da pasta, assumiu a responsabilidade e renunciou na quinta-feira, 16.
O premiê afirmou estar absolutamente furioso por ter ficado no escuro e descreveu a situação como surpreendente e imperdoável. Promete apresentar todos os fatos relevantes ao Parlamento na segunda-feira, 20, com total transparência. A decisão de manter Mandelson no posto tende a manter o foco da discussão política em torno do governo.
Reação e próximos passos
A oposição questiona se Starmer realmente desconhecia as falhas no processo de verificação. A líder dos Conservadores, Kemi Badenoch, qualificou as alegações de desconhecimento como completamente absurdas. O líder dos Liberal Democratas, Ed Davey, pediu a saída do premiê caso tenha havido engano.
O gabinete de Starmer sustenta que o premiê soube da situação apenas recentemente. Darren Jones, secretário-chefe, afirmou que a recomendação era não nomear Mandelson e que o Ministério das Relações Exteriores a ignorou, sem que nenhum ministro tenha sido previamente informado sobre a avaliação de segurança. As verificações são conduzidas por um departamento específico e envolvem dados sensíveis, segundo a fonte da Associated Press.
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