O TSE pode definir quem fica à frente do governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro, ocorrida em 23 de março. O impasse envolve interpretações sobre a linha sucessória e eventual uso de um governo tampão. O objetivo é esclarecer quem assume a chefia do Palácio Guanabara e como evitar vácuo de poder.
Desde maio do ano passado, a cadeia de comando ficou em aberto. Thiago Pampolha deixou a vice, para atuar no Tribunal de Contas. O cargo de presidente da Alerj passou a recair sobre Rodrigo Bacellar, que foi afastado por ordem do STF após investigação da PF. A necessidade de definição é indefinida.
Com isso, Ricardo Couto de Castro acabou assumindo interinamente a Justiça do Rio, em condições normais deveria permanecer curto prazo. No entanto, o cenário político fluminense tem se mostrado instável, com desdobramentos que afetam o funcionamento do governo estadual.
Duas constatações parecem mais prováveis: Douglas Ruas, eleito presidente da Alerj, deverá assumir o mandato-tampão conforme a Constituição Estadual; e o TSE precisa emitir seu parecer definitivo sobre a renúncia de Castro, para afastar dúvidas e orientar o caminho institucional.
O papel do TSE e o futuro da sucessão
O STF continua encontrando divergências sobre formatos eleitorais e prazos de desincompatibilização. O TSE, por sua vez, precisa esclarecer se a renúncia de Castro tem efeito imediato ou se pode ser cassada, abrindo nova eleição direta, conforme a legislação.
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