Os representantes da União Europeia chegam a Budapeste para uma reunião com a equipe de Péter Magyar, vitorioso nas eleições. O foco inclui um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia e o desbloqueio de cerca de 17 bilhões em ajuda para a Hungria, suspensa durante o governo anterior.
As negociações buscam acelerar cooperação com o novo governo, ainda antes de Magyar assumir o poder em maio. A Comissão Europeia afirma que “o tempo é curto” para temas pendentes e que é preciso agir rapidamente assim que o governo entre em funcionamento.
A UE manteve o bloqueio por preocupações com corrupção e retrocesso democrático sob Viktor Orbán. Ambos os lados querem liberar os recursos o quanto antes para atenuar a crise econômica da Hungria.
Desbloqueio de fundos e condições
Os recursos estão divididos entre 10 bilhões de euros de fundos de recuperação da COVID-19 e 6,3 bilhões de euros de fundos de coesão. A prioridade inicial é liberar os fundos contra o prazo de validade em agosto.
Magyar prometeu reformas que assegurem independência do judiciário, liberdade acadêmica e de imprensa, além de combate à corrupção, para viabilizar o desbloqueio. A experiência de Magyar aponta para reformas rápidas.
A comissão prevê que a Hungria pode cumprir regras da UE para destravar os recursos, inclusive mantendo o acordo com a Ucrânia para o empréstimo de 90 bilhões de euros, mesmo diante de contestações políticas anteriores.
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