O tabloide The Guardian questiona a linha de defesa do governo britânico sobre a nomeação de Lord Mandelson como embaixador no Brasil—ops, nos Estados Unidos. O episódio envolve o primeiro-ministro Keir Starmer, o ex-ministro Peter Mandelson e a direção do serviço externo, meses de polêmicas e mudanças de versão oficiais.
Segundo a cobertura, em fevereiro o premiê pediu desculpas às vítimas de Jeffrey Epstein por ter acreditado em supostas mentiras de Mandelson antes da nomeação. Em março, diante de relatos de risco reputacional, Starmer disse ter cometido um erro ao indicar Mandelson para o posto. A-continuidade aponta para novas explicações.
Na quinta-feira, a narrativa ganhou outra linha: oficiais teriam ficado responsáveis por decisões que não foram comunicadas ao primeiro-ministro. O top civil servant do Foreign Office, Olly Robbins, seria obrigado a deixar o cargo após reportagens da imprensa sobre a recusa de clearance de Mandelson para a função diplomática.
Analistas questionam se as explicações se sobrepõem ou se cabem juntas. As autoridades negam ter tido ciência de avisos antes da nomeação, enquanto críticos afirmam que o mecanismo de vetting não funciona apenas com base no resultado final, mas na avaliação de informações básicas disponíveis publicamente.
O caso também envolve avaliações de risco já conhecidas em dezembro de 2024, que alertavam para o histórico de Mandelson ligado a Epstein. A questão central é se Starmer autorizou a nomeação com ou sem o conhecimento dos riscos, e quem, de fato, deveria ter informado. A história influencia o clima político menos de dois meses antes das eleições locais de maio.
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