O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante agenda na Espanha, que o extremismo permanece ativo no Brasil e deve disputar as próximas eleições, mesmo após as condenações de envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A declaração integra um tom de campanha que já vinha sendo observado em momentos anteriores.
Segundo a analista de Política Isabel Mega, a fala de Lula sinaliza uma mudança de tom esperada na pré-campanha. Ela apontou que a estratégia busca manter o tema da democracia em risco, semelhante ao mote da campanha do PT em 2022, quando a polarização ganhou força.
A especialista destacou que a abordagem teve efeito positivo para o PT na eleição anterior, ajudando a consolidar votos. Agora, o partido avalia que é hora de ampliar a comunicação e avançar em um cenário de fevereiro a abril, ainda na fase pré-campanha, segundo a leitura de integrantes da legenda.
De acordo com Mega, há uma percepção interna no PT de que é necessário sair da posição de observação e intensificar a atuação política. A tendência ocorre em contexto de pesquisas que indicam vantagem de candidaturas contrárias ao campo de Lula.
A analista citeda também que o PT está atento ao ritmo da campanha e às diferentes frentes de comunicação, buscando manter a pauta de defesa da democracia sem abrir mão de um discurso de mobilização frota eleitoral.
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