Em Barcelona, na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, Lula defendeu que a ONU não pode permanecer em silêncio frente aos conflitos globais e pediu reuniões extraordinárias convocadas por Guterres sem depender do veto dos membros fixos do Conselho de Segurança.
O presidente afirmou que o Conselho de Segurança, com China, França, Rússia, Reino Unido e EUA, costuma agir sem consultar a ONU, o que agrava tensões e impactos econômicos, como ele citou efeitos sobre o preço de alimentos e combustíveis.
Lula pediu que os cinco membros permanentes se reúnam para mudar o comportamento e, no documento final do fórum, sugeriu incluir uma convocação para discutir a destruição do multilateralismo na ONU, destacando que a força não deve prevalecer sobre a cooperação internacional.
Contexto
O discurso aconteceu durante o evento em Barcelona, que reuniu líderes e especialistas em defesa da democracia, com foco em frear tensões e promover canais de diálogo multilateral.
Ele ressaltou que o mundo não precisa de guerras, destacando problemas como fome, analfabetismo e falta de acesso a energia e vacinas, para justificar a necessidade de atuação diplomática mais efetiva.
Lula ainda apontou que ações unilaterais elevam custos globais, citando impactos indiretos em diferentes países, incluindo variações de preço de commodities e energia. A fala reiterou a defesa de um inquérito diplomático mais firme da ONU.
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