O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) voltou atrás em relação a um parecer anterior sobre Monark. Em 2026, após a troca de promotor responsável pelo caso, a PGR pediu a condenação do influenciador por danos morais decorrentes de uma fala de 2022 em que ele apoiou a existência de um partido nazista no Brasil reconhecido por lei.
Em março, o promotor que atuava no caso havia defendido o arquivamento, argumentando que as declarações de Monark poderiam ser enquadradas na defesa abstrata da liberdade de convicção e expressão, ainda que equivocada. A nova manifestação, apresentada em abril, solicita que o juiz desconsidere esse entendimento anterior.
A mudança ocorreu após a substituição de promotores no cargo: Marcelo Otavio Camargo Ramos foi substituído por Ricardo Manuel Castro. O MP afirmou que o cargo permanece temporariamente vago, com designações feitas apenas para períodos específicos. A promotoria destacou que, segundo a Constituição, seus membros atuam com independência funcional.
O conteúdo polêmico remonta a 2022, quando Monark, em podcast com Tabata Amaral e Kim Kataguiri, defendeu a legalização de um hipotético partido nazista no Brasil. O discurso gerou críticas, levou à saída de patrocinadores do Flow e resultou na saída de Monark do podcast na ocasião.
Em março de 2024, a Promotoria de Justiça de Direitos Humanos ingressou com ação civil pública pedindo a condenação de Monark ao pagamento de R$ 4 milhões por danos morais e apologia ao nazismo. O caso tramita na justiça paulista, com a defesa do influenciador reiterando leituras contextuais de seu discurso.
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