Em uma etapa da investigação sobre a aquisição do Banco Master pelo BRB, a PF tem mais um mês para entregar o inquérito ao ministro do STF, André Mendonça. A prorrogação foi autorizada após solicitud da própria Polícia Federal.
O inquérito apura suspeitas de irregularidades na compra do Master por parte do BRB, no valor de cerca de R$ 12,2 bilhões. O objetivo é esclarecer uma possível fraude ligada à venda de carteiras de crédito consignado falsas.
Em 18 de março, o relator do caso no STF estendeu o prazo por mais 60 dias. Para Mendonça, a prorrogação é justificada pela complexidade do material, pelo volume de documentos apreendidos e pela necessidade de análises técnicas.
Novos elementos surgiram ao longo desse período, incluindo a prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, nesta semana. A PF ainda investiga a condução da negociação com o Master e o possível envolvimento de demais operadores.
O BRB passou a ser alvo de apuração por suspeitas de irregularidades na aquisição de ativos do Master, com ênfase na possível venda de títulos de crédito consignado falsos. As apurações buscam confirmar se houve ganho indevido na transação.
Segundo documentos, há indícios de transação envolvendo seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões e supostas propinas associadas ao ex-presidente. A investigação também aponta falhas de governança que teriam permitido negócios sem lastro entre as instituições.
Novos desdobramentos aparecem com a possibilidade de delação premiada de Vorcaro, o que pode detalhar esquemas envolvendo o Master e o BRB. A PF não descarta nova prorrogação caso surgam novas informações relevantes.
Paulo Henrique Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira. Ele foi encaminhado ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, e aguarda decisão da Segunda Turma do STF sobre o pedido de liberdade.
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