O parlamento da Noruega anunciou a criação de uma comissão independente para investigar as informações reveladas pelos arquivos de Jeffrey Epstein. A avaliação, iniciada após votação unânime no mês anterior, revisa ligações entre Epstein, sua rede e políticos ou servidores públicos noruegueses, cobrindo mais de 30 anos.
A investigação mira impactos potenciais sobre interesses e segurança nacionais, bem como a atuação na promoção de lideranças em organismos internacionais e a alocação de ajuda a instituições internacionais. A comissão pode encaminhar informações à polícia caso sejam relevantes.
Per-Willy Amundsen, presidente da comissão de supervisão do parlamento, ressaltou que a confiança nas instituições foi abalada pelo material divulgado. Ele destacou a necessidade de uma apuração independente com plena liberdade de investigação.
Composição e objetivos
Amundsen, membro do Partido Progressista, afirmou que nomes de figuras relevantes do establishment político aparecem nos arquivos e que é essencial mapear a profundidade dessas ligações. O objetivo é esclarecer fatos para reconstruir a confiança.
Repercussões e limites
A comissão também deverá analisar impactos na reputação internacional da Noruega como mediadora de paz. Embora o foco não inclua a família real, as conclusões poderiam ter efeitos políticos, principalmente para o governo trabalhista.
Contexto político
O primeiro-ministro de esquerda, Jonas Gahr Støre, disse que os arquivos mostram possibilidade de influência indevida quando se possui recursos financeiros. Ele afirmou que as ligações entre pessoas em posições centrais serão apuradas para esclarecer condutas e ética.
Entre na conversa da comunidade