Ciro Nogueira retoma protagonismo no cenário político após recuo ligado ao escândalo Banco Master. O senador articula a federação PP-União Brasil para fortalecer a oposição a Lula e negocia apoio à candidatura de Bolsonaro, enquanto encara pressões da delação de Daniel Vorcaro.
O movimento envolve a maior bancada da federação, com seis governadores em exercício, 98 deputados federais, dez senadores e 12 pré-candidatos a governos estaduais. A estrutura inclui quase 1 bilhão de reais no fundo eleitoral e ampla fatia do tempo de propaganda em rádio e TV.
Nogueira mantém contatos com Flávio Bolsonaro para viabilizar o apoio da federação à chapa presidencial do PL já no primeiro turno. Em reunião na casa do senador em Brasília, eles discutiram condições para uma aliança moderada, longe de posições extremistas, segundo apurações da reportagem.
Paralelamente, Vorcaro negocia delação premiada para esclarecer relações com autoridades dos Três Poderes e políticos de diferentes espectros, incluindo Ciro Nogueira e Antonio Rueda, presidente do União Brasil. Escritórios de advocacia ligados ao UB receberam recursos do Master, conforme investigações em curso.
A aposta de Ciro Nogueira é manter a oposição unida ainda no primeiro turno, com possibilidade de Caiado integrar a chapa como vice de Flávio Bolsonaro, em um cenário que exige articulação cuidadosa entre as siglas. Mesmo com a queda de protagonismo recente, ele afirma manter planos de retomar a liderança.
No âmbito estadual, Nogueira concilia a campanha de reeleição pelo Piauí com atividades no Senado, onde o mandato está próximo do fim. Pesquisas de opinião apontam vantagem dele no interior do estado, segundo fontes próximas ao Palácio de Karnak, embora haja contestação da oposição local.
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