A corrida presidencial de 2026 tem dedicado especial atenção ao eleitorado feminino. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) conduzem ações para conquistar o grupo de 82,8 milhões de eleitoras, que representa a maior parcela do universo votante e, segundo pesquisas, rejeita de forma expressiva ambos os candidatos.
Ambas as campanhas tratam as mulheres como decisivas para o pleito. O esforço ocorre em meio a números de rejeição semelhante entre Lula e Flávio, segundo levantamentos recentes, o que fortalece o foco em pautas de gênero.
As eleições deste ano já indicam recorde de participação feminina. Mulheres aptas a votar somam 52,8% do total de eleitores, ressaltando a importância estratégica do apoio desse bloco para qualquer candidato.
No governo, Lula conta com Geraldo Alckmin como vice e destina parte das ações para pautas femininas. A primeira-dama Janja tem listado compromissos públicos voltados a mulheres, com destaque para ações de combate à violência contra a mulher.
A agenda contra o feminicídio figura entre as propostas, com o objetivo de ampliar o conjunto de medidas envolvendo os Três Poderes. Em 2025, números oficiais apontaram recordes de feminicídio no país, justificando a ênfase na temática.
(### Pacto e ações)
Durante o mês de março, Lula lançou iniciativas para mobilizar homens na prevenção à violência contra mulheres e afirmou o fim de mecanismos considerados prejudiciais às mulheres. Em discurso nacional, o presidente abordou políticas públicas associadas a esse tema.
A reforma administrativa e a composição do ministério também são parte do debate. Apesar de manter o orçamento destinado ao enfrentamento da violência, o governo reconhece que os recursos podem ser insuficientes para reduzir índices yet altos.
Flávio Bolsonaro enfrenta o desafio de reduzir o impacto do sobrenome feminino sobre o eleitorado. A trajetória dele inclui episódios controversos no passado envolvendo declarações sobre mulheres e a nomeação de ministros, com a presença de poucas mulheres em cargos de destaque no governo anterior.
A agenda de gênero de Flávio ganhou força com propostas para a proteção das mulheres no SUS, incluindo a criação de unidades de atendimento. O tema provocou posicionamentos variados dentro do partido e no plenário.
(### Vice e alianças)
O nome da vice na chapa de Flávio é tema de intenso debate. A possibilidade de uma mulher como companheira de candidatura tem sido discutida, com nomes de peso no cenário nacional. A liderança feminina nordestina aparece entre as opções em avaliação.
Pesquisas indicam que parte do eleitorado feminino encara com cautela a candidatura de Flávio, enquanto outra parcela vê maior confiança em propostas voltadas a segurança, saúde e assistência social. A composição da chapa segue em negociação, com foco em ampliar atratividade entre mulheres do sudeste e do Nordeste.
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