De nove pré-candidatos à Presidência, quatro são favoráveis à anistia para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, enquanto um apoia a dosimetria das penas. O levantamento foi feito pelo Valor junto aos candidatos e suas equipes. A discussão sobre anistia envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos em cinco crimes.
Entre os que defendem a ideia, está Ronaldo Caiado (PSD), que confirmou o compromisso de anistiar os condenados, incluindo Bolsonaro, caso seja eleito. Romeu Zema (Novo) também é favorável, desde que a medida seja aprovada como projeto de lei ordinária no Congresso. Aldo Rebelo (DC) já sinalizou apoio, porém sem detalhar propostas adicionais.
Lula (PT) mantém posição de defender a democracia, tendo vetado integralmente a dosimetria, mas não especificou apoio à anistia ampla. Flávio Bolsonaro (PL) é um dos principais articuladores da pauta, defendendo uma anistia geral para pacificação do país. Renan Santos (MBL) apoia a dosimetria, argumento central de seu posicionamento técnico, diferente da linha de Caiado e Zema.
Pessoas que não se manifestaram
Não houve resposta de Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobilização Popular) e Samara Martins (Unidade Popular) às perguntas do Valor. O espaço para comentários permanece aberto.
A atual tramitação sobre anistia envolve o PL 2.858/2022, de Major Vitor Hugo, que propõe perdão a crimes políticos ou eleitorais cometidos a partir de 30 de outubro de 2022. O texto está em pauta no Congresso, com desdobramentos ainda incertos. O Valor procurou a comunicação da Presidência para posicionamento oficial sobre a anistia, sem retorno até o fechamento desta matéria.
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