Celina Leão, governadora do Distrito Federal, afirmou que o BRB foi vítima de uma fraude arquitetada pelo ex-presidente Paulo Henrique Costa, preso pela PF no dia 16. Segundo ela, o esquema visava manter Costa no controle do banco ao optar pela compra do Master.
A governadora disse que Costa era vaidoso e muito apegado ao status, confundindo a função de banqueiro com a de gestor, o que, na visão dela, contribuiu para a fraude. Ela não aponta responsabilidade de Ibaneis Rocha, afirmando que não houve consulta a ele sobre as operações.
Celina negou participação ou ciência de operações envolvendo o banco e o empresário Daniel Vorcaro, assinalando que os CPFs citados são diferentes. Ela classificou as acusações como graves e indicou que a Justiça já investiga delações envolvendo as partes.
Situação do BRB e desdobramentos
A governadora afirmou que pretende solucionar o caso do BRB antes das eleições e descartou privatização, afirmando que o banco é sólido e tem respaldo do setor financeiro. O objetivo é retomar a normalidade, com ajustes de custos e redirecionamento estratégico.
Ela apontou que a gestão sob Paulo Henrique Costa foi fraudulenta e que o BRB está buscando caminhos para superar o déficit. Celina ressaltou que não houve vantagem financeira para o governo distrital até o momento e que as investigações devem esclarecer responsabilidades.
Orçamento e governança no DF
Celina comentou o rombo financeiro no DF e a necessidade de ajustes, com cortes de contratos e prioridades diferentes por área. O orçamento do DF é de cerca de 74 bilhões de reais, e a gestão trabalha para reduzir despesas sem comprometer saúde e serviços essenciais.
Ela mencionou reestruturações administrativas, como a criação de uma secretaria de governança digital para melhorar transparência e dados, além de buscar novas parcerias e alternativas para ativos do BRB.
Panorama político e federal
A governadora afirmou que a oposição tenta vincular suas ações à gestão de Ibaneis, mas ressaltou que cada CPF é distinto e que o processo judicial deverá esclarecer diferenças. Sobre o cenário nacional, ela defendeu unidade da direita para enfrentar o PT.
Ela encerrou destacando que o governo não depende de auxílio federal imediato e que o BRB pode operar com parcerias privadas, mantendo o sangue público como foco da instituição.
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