General Fannie Masemola, 62, foi formalmente acusado de falhar em atribuições de supervisão no seu cargo enquanto chefe de polícia, em meio a uma investigação criminal sobre um contrato de saúde. A acusação cita violação à Lei de Gestão de Finanças Públicas.
O processo envolve um edital de 21 milhões de dólares concedido à Medicare24 Tshwane District, empresa do empresário Vusimuzi Matlala, em 2024. O contrato destinava-se a prestar serviços de saúde à Polícia, mas foi cancelado em 2025.
Doze altos oficiais da polícia já foram formalmente acusados em relação à adjudicação do contrato, com indícios de conluio com Matlala. O próprio Matlala também responde por corrupção.
Masemola, que atua como o responsável pela contabilidade da polícia, não foi acusado de corrupção. Ele responde a quatro acusações de violação à seção 38 da Lei de Gestão de Finanças Públicas. A defesa afirmou que ele negava as acusações após a audiência.
Prisão e próximos passos
A audiência de Masemola foi adiada para 13 de maio, quando deverá se unir aos demais 16 acusados, incluindo oficiais superiores e Matlala. O julgamento ocorre no Tribunal de Magistrados de Pretoria.
As investigações fazem parte de uma comissão instalada pelo presidente Cyril Ramaphosa, a Madlanga Commission, para apurar possível corrupção dentro da polícia. A comissão iniciou os trabalhos em setembro do ano passado.
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