O PT apresentou uma proposta de reforma do Poder Judiciário em seu novo programa partidário. A medida surge no contexto das investigações envolvendo o Banco Master, que apontam possível ligação com ministros do STF. O objetivo é ampliar ética, transparência e mecanismos de autocorreção nas cortes superiores.
O tema está incluso na versão do programa que será debatida e votada no VIII Congresso Nacional, em Brasília, nesta semana. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve participar do encerramento do evento.
A proposta do PT defende mudanças para democratizar a Justiça e reforçar o Estado de Direito. O texto destaca a necessidade de padrões de integridade, transparência e responsabilidade institucional nas cortes superiores, incluindo o STF.
Entre os pontos, o partido propõe fortalecer controles internos para manter a autonomia do Judiciário, sem abrir mão de fiscalização republicana e da confiança pública. Também prevê estímulo a mediação, conciliação e resolução extrajudicial de conflitos.
O documento trata ainda de reduzir a hiperjudicialização da vida política e econômica, diminuir a morosidade processual e revisar privilégios corporativos. A ideia é ampliar o acesso à Justiça e a eficácia da prestação jurisdicional, com maior transparência.
O PT enfatiza a necessidade de ampliar a fiscalização pública sobre o Judiciário e reforçar mecanismos de accountability. Segundo o texto, a reforma deve caminhar junto com mudanças estruturais para assegurar equilíbrio institucional e respeito à Constituição.
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