A CPMI do INSS acabou em março sem efeito prático, após o relatório final do deputado Alfredo Gaspar ter sido rejeitado pela maioria. O conjunto de documentos apresentados pela base governista e pela oposição ainda movimenta o cenário político para as eleições de 2026, segundo especialistas.
A investigação, criada em agosto de 2025, apurou fraudes em descontos de benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da CGU, identificou um esquema entre 2019 e 2024, com prejuízo estimado em 6,3 bilhões de reais.
O relatório de Gaspar inclui indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entre 216 nomes. O documento foi entregue aos ministros do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux e André Mendonça pela presidência da CPMI, na semana passada.
Um relatório alternativo propôs o indiciamento de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro, além de 130 pessoas, entre agentes públicos e privados. Acompanhou 201 pedidos de aprofundamento de investigações e foi encaminhado à Polícia Federal e ao STF.
Interlocutores de Mendonça disseram que, no Supremo, os relatórios ainda não geram efeitos práticos, mas poderão orientar investigações futuras pelas instituições envolvidas, segundo apuração de fontes ligadas ao tema.
A discussão sobre os relatórios, ainda sem votação, é vista por analistas como instrumento político para as eleições. Especialistas ressaltam que o tema é sensível e pode ser explorado por ambos os lados no pleito de 2026.
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