Os biocombustíveis ganham espaço em um cenário de maior segurança energética global. Conflitos geopolíticos elevam a relevância de fontes renováveis na matriz brasileira e mundial, destacando a necessidade de flexibilidade no abastecimento.
No Brasil, a matriz energética é bem diversificada, com renováveis representando metade da oferta (BEN 2025). A oferta de biomassa, eólica e solar impulsiona esse equilíbrio, ainda que o petróleo siga presente na pauta.
A política interna privilegia a mistura de etanol na gasolina. Em agosto de 2025, o governo elevou a participação de etanol de 27% para 30%, ampliando o uso sem modificar substancialmente o formato atual.
A Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, cria metas para biodiesel e incentiva o biometano. O biodiesel deve aumentar de 15% para 20% no diesel até 2030. O biometano ganha programa específico de inserção no gás.
A norma também prevê o aumento gradual da participação de biocombustíveis, com impactos diretos na balança comercial ao reduzir a necessidade de importação de combustíveis fósseis.
Enquanto outros países elevam misturas de etanol e biodiesel para enfrentar choques de preço, o Brasil tem reagido com pacotes de subsídios a combustíveis fósseis, o que pode reduzir incentivos aos renováveis.
Especialistas apontam que custos e riscos fiscais exigem instrumentos anticíclicos, como a Cide estabilizadora, para sustentar o desenvolvimento de biocombustíveis sem distorcer o mercado.
Especialistas destacam que ampliar a participação de biocombustíveis fortalece a segurança energética, reduz emissões e fomenta a indústria rural, alinhando economia e meio ambiente.
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