A leitura sobre a relação entre direita conservadora e o governo tem se alterado no meio do mandato. Parlamentares apoiados por Bolsonaro têm alterado pautas, o que acende o debate sobre as próximas eleições de 2026 e a renovação de cadeiras no Senado.
Entre os casos mais citados, Soraya Thronicke aparece como núcleo da discussão. Eleita pelo antigo aliado de Bolsonaro, migrou para o PSB e votou contra o indiciamento de ministros do STF em uma CPI, contrariando o seu eleitorado de 2018.
Outros nomes que tinham ligação com o ex-presidente também deixaram de atuar como aliados próximos. Joice Hasselmann e Alexandre Frota passaram de apoiadores a críticos, com declarações sobre o chamado gabinete do ódio. Frota apoiou Lula e se filiou ao PDT; Joice enfrentou problemas eleitorais.
Há ainda exemplos de direitistas que assumiram cargos no governo de Lula. Heitor Freire, conhecido por posições cristãs e pelo pedido de extinção do PT, entrou em uma diretoria da Sudene em 2023, em acordo político entre o governo e o União Brasil.
O motivo pelo qual o comando do Senado aparece como terreno de tensão envolve atuação de figuras ligadas à base bolsonarista. Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre chegaram à presidência com esse apoio, mas são vistos como traidores por alguns eleitores que desejam pautas conservadoras.
Para as eleições de 2026, esses episódios geram insegurança entre o eleitor de direita. O foco fica na escolha de candidatos ao Senado, pois o controle da Casa é fundamental para fiscalização do Judiciário e para leis alinhadas a valores conservadores.
Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo com base em apuração da equipe de repórteres. Leia a reportagem na íntegra para aprofundar o tema.
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