Sheila Cherfilus-McCormick anunciou sua renúncia ao Congresso após a conclusão de uma investigação que apontou mais de 20 violações éticas, incluindo supostas irregularidades em leis de financiamento de campanhas. A democrata afirmava ser inocente e disse que iria limpar seu nome.
A investigação identificou uso de recursos da FEMA para a campanha de 2021. Cherfilus-McCormick, de 46 anos, havia sido eleita em 2022 e afirmou que não participaria de jogos políticos ao deixar o cargo.
A deputada comunicou a decisão em post nas redes sociais, chamando a apuração de caça às bruxas. O relatório da Comissão de Ética do Congresso indicou evidências claras e convincentes de violações às regras da Casa.
Ela enfrentava ainda a possibilidade de uma votação rara para expulsão, após o resultado da comissão ser divulgado. Cherfilus-McCormick afirmou que o painel não permitiu que seu advogado se preparasse adequadamente e que a investida ocorreu quando enfrentava um processo criminal, o que dificultou sua defesa.
Além disso, a própria Cherfilus-McCormick enfrenta acusações federais de supostamente desviar US$ 5 milhões em verbas de desastres. Documentos apontam que recursos de um contrato da FEMA teriam sido repassados a amigos e parentes, que os repassaram de volta à campanha como contribuições pessoais.
O julgamento desse caso foi adiado para fevereiro de 2027. Se condenada, a deputada pode cumprir até 53 anos de prisão conforme as acusações.
Na semana passada, o presidente da Câmara, Mike Johnson, disse a repórteres que considerava o destino da congressista resolvido no Legislativo, apontando fatos considerados alarmantes pela Comissão de Ética. O presidente destacou que os fatos seriam indisputáveis naquele momento.
A renúncia de Cherfilus-McCormick ocorre após as saídas de outros dois membros da Câmara que enfrentavam riscos de expulsão: os representantes Eric Swalwell, democrata, e Tony Gonzales, republicano, teriam deixado os cargos neste mês para evitar o processo de expulsão.
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