Deltan Dallagnol, ex-procurador federal, é alvo de uma aposta para a confirmação de sua candidatura ao Senado pelo Novo-PR. A defesa acredita que a nova composição do Tribunal Superior Eleitoral pode mudar o entendimento que levou à cassação do registro.
O registro de Dallagnol foi cassado em 2022, após a Justiça Eleitoral considerar que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal para burlar a Lei da Ficha Limpa. Ele deixou o MPF onze meses antes da disputa, enquanto enfrentava processos internos.
A defesa sustenta que não há inelegibilidade definitiva, pois os PADs que poderiam punir o ex-procurador não trancaram por completo o processo. A avaliação depende da leitura que o TSE fará da legislação diante de novos ministros.
Matheus Rios, chefe de gabinete e advogado de Dallagnol, afirma que a composição atual do TSE será decisiva para o novo entendimento. Em 2023, ministros que votaram pela cassação não integram mais a corte, e o grupo atual inclui Nunes Marques, André Mendonça, Toffoli, Reis, Villas Bôas Cueva, Estela Aranha e Floriano Marques.
Dallagnol está pré-candidato ao Senado e busca compor a chapa com Filipe Barros, do PL-PR, mirando o Senado no Paraná. Ele também é ligado ao movimento político que envolve a possível candidatura de Sérgio Moro a governador.
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