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Desembargadora do Pará afirma que fim de penduricalhos pode impactar categoria

Desembargadora Eva do Amaral Coelho critica o teto de penduricalhos do STF; diz que fim pode levar a regime de escravidão, citando R$ 91.211,82

Desembargadora Eva do Amaral Coelho | Érika Miranda/Divulgação TJPA
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A desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), reagiu aos novos limites para o pagamento dos penduricalhos imposto pelo Supremo Tribunal Federal. Ela afirmou que a decisão pode empurrar a categoria a condições de trabalho e remuneração similares à escravidão.

A crítica ocorreu durante a 8ª sessão da 3ª Turma de Direito Penal, após o STF estabelecer critérios para as verbas indenizatórias. A decisão foi tomada por unanimidade no dia 25 de março e limita os penduricalhos a 35% do teto, até que haja lei específica.

Eva Coelho atua no TJPA desde 2020, substituindo a desembargadora Nadja Nara Cobra Meda. Ela tem 45 anos de carreira na área jurídica e destacou, em tom veemente, o impacto financeiro da medida para contas pessoais e familiares.

Contexto: efeitos da decisão e números relevantes

No mês de março, a desembargadora recebeu um salário de R$ 91.211,82 (R$ 117.863,72 brutos). O caso acontece em meio a discussões sobre a arrecadação pública e o teto de benefícios vinculados ao cargo.

A decisão do STF visa reduzir gastos com verbas indenizatórias, previstas na remuneração de magistrados e servidores. Estima-se que a mudança pode gerar uma economia de cerca de R$ 7,3 bilhões por ano, até nova legislação alinhada ao tema.

O pano de fundo envolve ainda dados sobre remuneração mínima. O salário mínimo nacional subiu para R$ 1.621,00, com previsões de alta nos próximos anos que podem impactar a percepção de vencimentos no Judiciário e em outras carreiras.

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