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Elevador exclusivo para juízes reforça percepção sobre o Judiciário

Elevador exclusivo para juízes levanta debate sobre discriminação e protocolos de segurança no TRT-5, após protesto de servidores

Fórum Dois de Julho, em Salvador: elevador exclusivo para juízes levantou um debate sobre privilégios e desigualdade no Judiciário (Foto: Divulgação/TRT5)
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O Fórum Dois de Julho, em Salvador, inaugurado em 2025, exibe um elevador privativo para magistrados. A placa diz elevador exclusivo, enquanto a circulação comum segue pelos elevadores do saguão, mantendo o trajeto direto aos gabinetes.

No dia 11, um grupo de servidores ocupou o elevador reservado como ato simbólico de protesto. Não houve hostilidade nem depredação, apenas uma demonstração pública de reivindicação de direitos.

A norma Municipal 9.644/2022 proíbe discriminação no uso de elevadores, incluindo vínculos de trabalho. Não há exceção para magistrados, segundo a leitura oficial do TRT-5. A briga ganhou alcance nas redes.

Critérios técnicos

O TRT-5 explicou que a organização dos elevadores se baseia em critérios de segurança institucional e eficiência de circulação. Em nota, citou que há oito elevadores: sete para todos e um reservado aos magistrados.

A Amatra5 sustentou que há protocolos do CNJ e que a divisão atende a diretrizes de segurança. A defesa reforçou que a regra já está estabelecida, sem necessidade de mudanças.

O Sindjufe-BA destacou que o sistema de ar-condicionado do prédio estaria causando desconforto aos servidores, especialmente em Salvador, com clima quente. A gestão não comentou a reivindicação específica sobre o elevador.

Para que serve o TRT

O TRT-5 atua na resolução de conflitos de trabalho, como discriminação, assédio e tratamento desigual. A presença de um elevador privado não altera a função de julgar casos envolvendo empresas e trabalhadores.

Em histórico semelhante, em 2012 houve caso semelhante no Fórum Criminal de Sussuarana, com decisão do CNJ pela divisão do elevador entre defensores públicos e advogados. O episódio atual reacende o debate sobre privilégios e funcionamento institucional.

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