O Palácio do Planalto avalia que parte do eleitorado jovem não se lembra de políticas implementadas pelo governo petista ao longo dos últimos anos. A leitura é que esse público tem menos memória de ações como Bolsa Família e Fome Zero.
Nesse contexto, Lula é aconselhado a resgatar sua biografia em discursos e entrevistas. A ideia é reforçar a trajetória à frente do Palácio do Planalto para reduzir o distanciamento entre o presidente e os jovens.
A avaliação interna aponta que parcela de jovens pode não ter nascido ou era muito nova quando o trabalho começou, o que dificulta a comparação entre Lula e rivais. O PT planeja manter o tom informativo sobre conquistas do passado.
Por isso, a estratégia envolve lembrar programas como Prouni, Minha Casa Minha Vida e outras iniciativas federais que impactaram estudantes, famílias e jovens de baixa renda. A comunicação deve enfatizar impactos mensuráveis.
O partido já produz conteúdo para redes sociais, enfatizando a trajetória pessoal e política de Lula. O objetivo é alcançar o público jovem, especialmente em periferias, com linguagem direta e factual.
As pesquisas internas indicam que o eleitorado jovem, que votou majoritariamente em Lula em 2022, passa a flertar com candidatos de direita. Nesse cenário, surgem ações para reconquistar esse segmento.
A equipe do governo também analisa medidas de curto prazo para o público jovem. Entre as propostas estudadas estão parcerias público-privadas para estágios e trainees em grandes empresas.
Outra linha em debate é a criação de uma linha de crédito com juros reduzidos para quem inicia a carreira ou quer abrir um negócio. A ideia é ampliar oportunidades no mercado de trabalho.
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