Milei anunciou ontem ao redor de sua agenda internacional que enviará ao Congresso uma reforma eleitoral que altera o sistema vigente na Argentina. O presidente Javier Milei, retornando de Israel, confirmou pela rede social X que a proposta chega em breve ao parlamento, com objetivo de modificar regras eleitorais e transparência de campanha.
Segundo ele, a reforma elimina as eleições primárias chamadas Paso e introduz regras de ficha limpa para impedir candidaturas de pessoas condenadas. A ideia também prevê mudanças no financiamento de campanhas e busca reduzir a influência de recursos privados no processo eleitoral.
O anúncio ocorre em meio a negociações no Congresso, onde o governo já vinha estudando opções sobre as Paso. Parte do projeto inicial previa tornar as primárias optativas, mas a versão final não mantém essa ideia, segundo fontes próximas ao gabinete.
Desde o fim de 2025, o bloco liderado por Milei domina a Câmara e conta com forte presença no Senado, o que facilita a aprovação de propostas consideradas caras ao governo, como reformas trabalhista e medidas de combate à corrupção, segundo analistas.
O tema da reforma eleitoral também envolve a incorporação da Ficha Limpa, propostas pela base aliada do Proposta Republicana. A regra impediria candidatos com condenação em segunda instância de concorrer, alinhando-se a iniciativas de combate à corrupção.
Especialistas ressaltam que a mudança pode alterar a dinâmica das disputas presidenciais, ao reduzir a possibilidade de coalizões internas disputadas. A implementação depende da viabilidade política e de eventuais ajustes no texto durante as discussões no parlamento.
A popularidade de Milei vêm caindo gradualmente, segundo pesquisas recentes, enquanto escândalos envolvendo o governo ganham repercussão. Dados apontam queda de aprovação e atenções voltadas para a atuação do governo e de seus assessores.
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