O presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que deverá se lembrar das empresas que não solicitarem reembolsos das tarifas consideradas ilegais pela Suprema Corte. Em diálogo com a CNBC, ele sinalizou apoio a quem não requisitar os créditos, insinuando efeitos políticos e econômicos.
A aposentadoria do sistema Cape, criado pela Alfândega para processar até US$ 166 bilhões em reembolsos, foi tema de decisões judiciais recentes. A decisão da Justiça norte-americana autorizou a implementação do portal de reembolsos, iniciado na segunda-feira, com trâmites já em andamento.
A Justiça afastou parte das incertezas ao suspender parcialmente o processamento, determinando um relatório de progresso até 28 de abril. A suspensão não foi interpretada como interrupção definitiva, mas introduziu novo prazo para avaliação do andamento.
Empresas públicas e privadas tentam entender o impacto da decisão. Entre as grandes, Costco, FedEx e Mondelez moveram ações judiciais para resguardar o direito ao reembolso. Já Walmart e Amazon optaram por não recorrer, evitando atritos diretos com Trump.
Trump também mencionou novas tarifas sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, reconhecendo que a cobrança adicional poderia gerar receitas superiores, apesar de mais complexas de aplicar. Não há expectativa de aplicação dessas tarifas até julho.
Analistas ouvidos pela imprensa destacam que a forma como o governo gerencia os reembolsos continua central para a percepção pública sobre a política tarifária. A data de implementação completa dos pagamentos ainda depende de desfechos legais e operacionais.
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