Em entrevista à CNN Brasil, o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado defendeu um modelo de trabalho diferente da escala 6×1. O ex-governador de Goiás diz que a experiência de hora trabalhada permitiria maior flexibilidade ao trabalhador e ao empresário, sem restringir opções. Ele afirma que o Brasil precisa experimentar alternativas estruturais.
Caiado avalia que a pauta da PEC que acaba com a escala 6×1 não recebeu o debate adequado. Segundo ele, houve uma apresentação fechada da proposta, sem espaço para discussão ampla. O político ressalta a importância de ampliar o diálogo sobre as diferentes formas de organização da jornada.
O ex-governador criticou o ritmo de atuação do governo federal, ao citar o tema 8 de janeiro. Para ele, o debate sobre atos democráticos ocupou três anos, enquanto propostas de mudanças na jornada de trabalho não receberam prioridade. Afirmou que, no primeiro ano de governo, temas como a reforma tributária deveriam estar em pauta.
PEC 6X1 e o cenário no Congresso
Na reunião de hoje, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara analisa o relatório sobre o fim da escala 6×1. O texto principal já possui parecer favorável do relator Paulo Azi, conforme apresentado recentemente. A proposta reúne dois projetos em tramitação.
Um dos textos prevê redução da semana para quatro dias e 36 horas, sem redução salarial, proposto pela deputada Erika Hilton. O segundo, apresentado pelo deputado Reginaldo Lopes, também propõe 36 horas semanais, sem detalhar a distribuição de dias. Ambos buscam flexibilizar a jornada, mantendo remuneração.
A CCJ deve decidir sobre a admissibilidade e eventual prática de mudança na organização do tempo de trabalho. A votação e a orientação política dos partidos podem influenciar a tramitação da matéria. A expectativa é de definição sobre os próximos passos no Plenário.
Contexto e impactos esperados
Especialistas ouvidos pelo setor privado destacam que alterações na jornada podem impactar produtividade e bem-estar, dependendo da implementação. Observam que políticas de incentivos, fiscalização e acordos setoriais serão centrais para evitar abusos e preservar direitos.
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