O ministro André Mendonça, do STF, votou nesta quarta-feira pela manutenção da prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e de Daniel Monteiro, advogado do Master. A decisão ocorreu no julgamento virtual da Segunda Turma, com prazo até sexta-feira (24) para os votos dos demais ministros.
Costa e Monteiro foram presos pela Polícia Federal na quinta-feira passada, no âmbito da quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes do Banco Master e tentativa de compra do BRB. Eles são investigados por crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A prisão foi concedida pelo propio Mendonça.
O julgamento, conduzido pelo relator, teve a queda de Dias Toffoli, que se declarou suspeito e não participa. Ainda votam Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Os ministros têm até as 23h59 de sexta para divulgar seus votos.
Costa é suspeito de montar uma engenharia empresarial para ocultar bens de Daniel Vorcaro, banqueiro do Master. Ele passou por audiência de custódia e foi levado ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpre prisão preventiva. Vorcaro, por sua vez, teria interrompido propinas após descobrir investigações da PF.
O ex-presidente do BRB tentou, desde o fim de janeiro, prestar novo depoimento à PF para esclarecer contradições surgidas na acareação com Vorcaro, realizada em dezembro do ano passado, além de apresentar documentos aos investigadores. A defesa de Costa contesta a prisão, afirmando que ele não ofereceria risco às investigações.
Daniel Monteiro, advogado de Vorcaro, atuou em favor do Master nas negociações de carteiras fraudulentas com o BRB. O acordo entre os bancos foi suspenso pelo Banco Central em setembro do ano passado. A defesa de Monteiro sustentou que ele atuou de forma técnica, representando o Master e outros clientes.
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