Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MP pede ao TCU investigar voos irregulares da FAB desde 2020

MP solicita ao TCU apurar uso de aeronaves da FAB por autoridades desde 2020, com custo estimado de quase R$ 285 milhões e falta de transparência

Vaga para ministro do TCU abre disputa entre nome indicado pelo Governo e outros cinco concorrentes.
0:00
Carregando...
0:00

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) abriu uma representação para apurar voos da Força Aérea Brasileira (FAB) com autoridades dos Três Poderes e acompanhantes desde 2020. A ação foi protocolada junto à presidência do TCU nesta quarta-feira (22/4) e aponta falhas de transparência no registro de tais deslocamentos.

Em uma amostra de 266 voos, o subprocurador-geral Lucas Furtado diz ter identificado falha na identificação dos passageiros em cerca de 70% dos casos. Segundo ele, há ausência de indicação clara da finalidade da viagem ou da agenda oficial, dificultando aferir o interesse público.

Contexto e números

Furtado afirma ainda que não houve justificativas consistentes para o uso de aeronaves oficiais em vez de voos de carreira, que o TCU já estimou serem, em média, 6,4 vezes mais baratos. O documento cita reportagens sobre o tema e aponta que algumas viagens ocorreram ao exterior, incluindo Portugal.

Impacto financeiro

Os voos levantados pelo MP somaram cerca de R$ 285 milhões, segundo o requerimento, valor considerado expressivo para custear transporte de autoridades sem justificativa clara. O procurador alerta que os números podem ser maiores devido à falta de transparência.

Propósito e próximos passos

A representação solicita ao TCU análise detalhada dos voos entre janeiro de 2020 e julho de 2024 e, se necessário, períodos subsequentes. Furtado defende que o tribunal responsabilize atos lesivos ao erário e exija divulgação de informações completas sobre voos, passageiros e agendas, salvo casos de sigilo fundado.

Responsabilização e encaminhamentos

O subprocurador ressalta que, se houver desvio de finalidade, o tema deve ser encaminhado pela Casa Civil à Procuradoria-Geral da República para avaliação de eventual denúncia, além de medidas civis e administrativas pelo TCU. A ideia é fortalecer o controle e a integridade na Administração Pública.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais