A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes autorização para realizar uma cirurgia no ombro direito, prevista para esta sexta-feira ou no sábado. A solicitação detalha dor persistente e incapacidade funcional, mesmo após tratamento conservador, com uso diário de analgésicos para alívio da dor.
Segundo a defesa, exames indicam lesão de alto grau no tendão do supraespinhal, com retração, além de comprometimento do terço superior do tendão do subescapular e lesões associadas. A recomendação é pela fixação cirúrgica das lesões do manguito rotador por via artroscópica.
Especialistas citados pela defesa destacam que a lesão envolve dois tendões do manguito rotador, o que tende a piorar a dor e a força do ombro caso não haja intervenção. A gravidade, o recuo do tendão e a múltipla lesão aumentam a necessidade de cirurgia, segundo a SBCOC.
Diagnóstico e indicação médica
O manguito rotador é composto por músculos e tendões que asseguram o movimento do ombro. O caso de Bolsonaro envolve ruptura relevante do tendão do supraespinhal e comprometimento parcial do subescapular, com deslocamento da cabeça longa do bíceps.
O quadro descrito aponta para dor, perda de força e dificuldade de elevação ou rotação do braço. A cirurgia artroscópica de reparo é apresentada como o padrão-ouro para esse tipo de lesão, com a necessidade de imobilização pós-operatória e fisioterapia.
Procedimento e caminhos clínicos
Antes da cirurgia, há alternativas como manejo com analgésicos, anti-inflamatórios, fisioterapia e infiltrações. Entretanto, para lesões graves que afetam a função, a cirurgia é vista como opção mais adequada, por tratar a causa estrutural e não apenas a inflamação.
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