Sir Keir Starmer confirmou que houve conversas sobre uma eventual função diplomática para o assessor sênior Matthew Doyle. Doyle, ex-chefe de comunicações, tornou-se par da Labour após deixar Downing Street em março de 2025, mas foi suspenso do grupo parlamentar em fevereiro por ligações com um condenado por abuso sexual.
As afirmações surgem após Olly Robbins, ex-alto funcionário do governo, ter citado o episódio durante testemunho ao Foreign Affairs Committee. Robbins foi demitido por Starmer na semana passada, em meio à controvérsia envolvendo a nomeação de Lord Mandelson como embaixador nos EUA.
Doyle negou ter buscado tal posto e disse não ter conhecimento de qualquer pessoa no Ministério das Relações Exteriores tentando providenciar uma função para ele. Durante o Q&A no Parlamento, Starmer disse que conversas sobre oportunidades surgem quando alguém deixa o cargo, mas que nada se concretizou.
Desdobramentos
No plenário, a líder tory Kemi Badenoch questionou o PM sobre a validade dos processos na nomeação de Mandelson, e citou a suposta pressa para justificar críticas a Doyle. Starmer rebateu afirmando que o processo foi conduzido com base em informações já avaliadas.
A discussão também envolveu o líder do Partido Liberal-Democrata, Ed Davey, que cobrou explicações sobre supostas intenções de Doyle com o Foreign Office. Doyle foi nomeado para o Parlamento em janeiro e ingressou na House of Lords no mesmo mês.
O caso ganhou ainda contornos com a divulgação de que Mandelson assumiu o cargo em fevereiro de 2025 e foi afastado sete meses depois por vínculos com Jeffrey Epstein. A bancada trabalhista repetiu apoio a Starmer, enquanto alguns parlamentares resistiram a saudações públicas.
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