O Congresso discute a possibilidade de extinguir a escala 6×1, reduzindo a jornada de 44 para 40 horas semanais. Em entrevista ao programa O Grande Debate, deputados defenderam ou contestaram a medida.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que deve criar uma comissão especial na próxima semana para analisar a proposta. A escolha do presidente e do relator deve ocorrer após a aprovação na CCJ da Casa.
O relator do texto é o deputado Paulo Asi, do União Brasil, e parte dos parlamentares apoia que ele permaneça na função. Além das duas propostas em análise, há um projeto do governo em regime de urgência, com preferência pela PEC, segundo Motta.
Na CNN Brasil, Lucas Redecker, PSD-RS, afirmou que há grande chance de aprovação ainda neste ano, mas alertou para impactos econômicos da mudança. Lindbergh Farias, PT-RJ, criticou a velocidade da tramitação, defendendo a agenda.
Redecker apontou custos adicionais para empregadores, estimando variação de tributos e encargos que poderiam elevar o custo do trabalho. Segundo ele, o efeito pode encorajar fechamento de empresas ou repasse de custos ao consumidor.
Farias, por sua vez, chamou a proposta de avanço civilizatório e rebateu críticas históricas a mudanças trabalhistas. O petista rejeitou a ideia de subvenção pública para a reforma e defendeu a aprovação, com adaptação do mercado.
O parlamentar também denunciou pressões para adiar a votação após as eleições municipais e alertou sobre a possibilidade de uma transição longa se a tramitação ocorrer pela PEC. Motta espera a aprovação até o fim de maio ou início de junho.
Após a aprovação na comissão especial, o texto segue para votação no plenário da Câmara, mantendo o cronograma de conclusão dentro do primeiro semestre. A pauta envolve mudanças significativas na jornada de trabalho.
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