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Debate em universidade pública termina com agressão e gritos de ‘recua, fascista’

Debate na UFMG termina em agressão e gritos de "recua, fascista" após influenciadores desafiarem estudantes a comparar Lula e Bolsonaro

Dois influenciadores e pré-candidatos ao cargo de deputado estadual tentaram debater com estudantes de Filosofia da UFMG, mas precisaram deixar o local sob escolta. (Foto: Reprodução/Instagram/@douglasgarciasp)
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Um debate em espaço aberto da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG terminou em agressões e gritos de recua, fascista. O episódio ocorreu na última quarta-feira (22), quando dois influenciadores desafiaram estudantes a provar que Lula seria melhor para o Brasil do que Bolsonaro.

A universidade afirmou que não foi notificada previamente e que a gravação de conteúdo político provocou reações espontâneas entre os alunos, levando ao episódio de tensão e violência. Em vídeo, Douglas Garcia, pré-candidato a deputado estadual por São Paulo, participou acompanhado de assessores e de Marília Amaral, esposa de Junio Amaral.

Marília relatou que a confusão ocorreu após a percepção de derrota na dinâmica proposta. No momento, foi exibido um cartaz de Bolsonaro e o desafio incluía um Pix de R$ 500 para quem provasse a superioridade de Lula. Ela disse que militantes teriam respondido com violência após não convencerem.

Nos relatos, estudantes da UFMG afirmaram ter sido hostilizados por visitantes de borda ideológica extrema. Uma estudante com camiseta de PSOL e símbolos do comunismo disse que não admitiu a pressão para defender uma linha de direita. Outros relatos mencionaram uso de spray de pimenta durante o tumulto.

A Diretoria do DA Idalísio Soares Aranha, que representa os alunos, cobrou respeito ao espaço democrático e criticou a agressão. Em resposta, a universidade reiterou seu compromisso com pluralismo, liberdade de expressão e convivência democrática, desde que observados os procedimentos institucionais.

A segurança da UFMG atuou para preservar a integridade de pessoas e restabelecer a normalidade no local. Os influenciadores deixaram o espaço sob escolta. A Gazeta do Povo tentou contato com Douglas Garcia e Marília Amaral, sem retorno até o fechamento desta edição.

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